Economistas mantêm-se otimistas em relação ao cenário econômico, destaca Fecomercio
Seis dos nove itens analisados pelo Índice de Sentimentos dos Especialistas em Economia (ISE), calculado pela Fecomercio em parceria com a Ordem dos Economistas do Brasil (OEB), permanecem no patamar de otimismo em novembro
São Paulo, 4 de dezembro de 2009 – O Índice de Sentimentos dos Especialistas em Economia (ISE), elaborado pela Fecomercio em parceria com a Ordem dos Economistas do Brasil (OEB), ficou estável em novembro, permanecendo no patamar de otimismo de 111,5 pontos. Em comparação a igual mês do ano passado, houve aumento expressivo da confiança: 42%. O ISE, que varia de 0 a 200 pontos, é considerado otimista acima de 100 pontos.

Fonte: OEB / FECOMERCIO
O indicador é medido por nove itens. Os que permaneceram no patamar de otimismo foram: Nível Atividade Interna – Produto Interno Bruto – PIB (175,1 pontos), Cenário Internacional (164,1 pontos), Nível de Emprego (143,8 pontos), Salários Reais (119 pontos), Oferta de Crédito ao Consumidor (111,1 pontos) e Taxa de Câmbio (105,8 pontos).
Esses itens permanecem otimistas devido aos sinais de melhora contínua na economia mundial, explica Guilherme Dietze, economista da Fecomercio. Nos Estados Unidos, o Produto Interno Bruto (PIB) do 3º trimestre voltou a ser positivo, excluindo o país da chamada recessão técnica. No Brasil, há indicadores claros de que a economia está no rumo de crescimento, com aumento do emprego, do crédito e da massa de rendimentos da população. “A postergação dos incentivos fiscais de alguns setores para março de 2010 vai fortalecer ainda mais essa retomada de crescimento neste período pós-crise”, afirma o economista.
Seguindo o comportamento do ISE de outubro, os economistas mantêm o pessimismo, ou seja, abaixo dos 100 pontos, em três itens: Taxa de Inflação (86,3 pontos), Taxa de Juro (81,7 pontos) e Gastos Públicos (17 pontos).
Dietze explica que o receio dos economistas em relação a esses três itens deve-se ao aumento expressivo dos gastos públicos sem indicação de possa ocorrer redução e aos incentivos do governo para elevar o consumo que devem pressionar o índice geral de preços, principalmente daqui a 12 meses. Traçando esse cenário de pressão nos preços, também se avalia negativamente o patamar da taxa básica de juros tanto na atual conjuntura como daqui a um ano.

Fonte: OEB / FECOMERCIO
O ISE é composto por dois subíndices: o Atual (que mede o sentimento dos economistas em relação à economia atual) e o Futuro (que mede as perspectivas dos economistas quanto à economia futura). Ambos permaneceram praticamente estáveis com variações de 0,8% e -0,6%, respectivamente. “O importante é que o subíndice Atual se manteve pelo segundo mês consecutivo na região otimista, comportamento que deve prosseguir nos próximos meses devido à melhora nos indicadores econômicos”, avalia o economista.
A trajetória futura fica indefinida devido a duas forças que podem influenciar o subíndice: do lado positivo são os sinais de melhora das economias mundial e nacional com aumento de renda, emprego e crédito. Já o negativo é o aumento de gastos públicos, taxa de juros inadequada, supervalorização do real e expectativa inflacionária.
Nota Metodológica
O Índice de Sentimento dos Especialistas em Economia – ISE é computado pela Fecomercio, em parceria com a Ordem dos Economistas do Brasil – OEB – desde junho de 2008. A pesquisa detecta as perspectivas dos economistas em relação às tendências da economia nacional e mundial. Sua composição, além do índice geral, apresenta-se em: percepção presente e expectativas futuras. O ISE varia de 0 (pessimismo total) a 200 (otimismo total). Envolve pesquisa mensal com cerca de 100 economistas renomados de todo País, por meio de metodologia similar àquela utilizada para a apuração do Índice de Confiança do Consumidor (ICC), da Fecomercio.
Sobre a OEB
A Ordem dos Economistas do Brasil - OEB, entidade civil cultural e de utilidade pública, criada em 1935, é a mais antiga representação dos economistas brasileiros. Voltada ao aprimoramento, atualização e prestígio da categoria profissional, promove cursos, palestras, workshops, sendo credenciada pelo Ministério da Educação para ministrar cursos de MBA lato sensu. Contribui com as faculdades de economia na adequação de estruturas curriculares às necessidades regionais e coopera com as organizações privadas e governamentais em assuntos correlatos ao campo das ciências econômicas.
Sobre a Fecomercio
A Fecomercio (Federação do Comércio do Estado de São Paulo) é a principal entidade sindical paulista dos setores de comércio e serviços. Representa 152 sindicatos patronais, que abrangem cerca de 600 mil empresas e respondem por 11% do PIB paulista – cerca de 4% do PIB brasileiro – gerando em torno de cinco milhões de empregos.
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