Sexshop chega às academias de ginástica

Exercitando a Sensualidade…

Agora chegou a vez das mulheres que sempre quiseram descobrir o que havia nas misteriosas boutiques eróticas, sex shop, lounge sex e afins, mas nunca tiveram “coragem” de visitá-las por questão de timidez ou simplesmente por falta o de tempo. Não estou falando da internet e tão pouco de reuniões de mulheres, mas sim de uma nova tendência de mercado: “Academias de Ginásticas”.

Mas por que na academia de ginástica? Porque é um local onde as mulheres se sentem à vontade com suas amigas e livres para descobrir coisas novas; onde elas se sentem seguras para falar de família, corpo, tendência de moda, saúde, cabelo, sapato, relacionamento, auto-estima e por que não: SEXO.

É um local em que elas trocam experiências e estão ávidas para descobrir o “novo”. O dia mais esperado pelas alunas é o dia que elas sabem que vão receber a inusitada visita de uma boutique erótica ou sex shop, chegando a ir antes do horário habitual para academia e até levam algumas amigas como convidadas. Esperam ansiosas para conhecer os produtos, divertem-se muito ao conhecer pela primeira vez um vibrador, seus variados tipos e designs, lingeries sensuais e as fantasias que mexem com seus fetiches. Chegam até experimentar por cima da roupa de ginástica, se olham no espelho, perguntam para amiga e vão trocando idéias e opiniões.

Quando começam a conhecer a linha de cosméticos sensuais então… É uma festa! Um óleo de massagem que esquenta aqui, outro que gela ali, sabores… Elas vão testando os produtos e já vão mostrando umas às outras. É uma animação tão grande, que até as mais tímidas se sentem a vontade para conhecer os produtos e suas funcionalidades. Já começam a imaginar como usar, e assim, uma começa a dar dica pra outra. É realmente um “Clube da Luluzinha” na academia.

Além de um dia próprio só para conhecer os produtos elas também adoram quando têm aulas especiais com a presença de uma professora de artes sensuais com aulas de Strip-Tease e Pompoarismo. O sucesso aqui é a discrição. Afinal ela pode dizer ao maridão, (que posteriormente será presenteado com o aprendizado), que apenas estará participando de uma “festa só para mulheres” com as alunas da academia e não de um curso sensual. Assim elas se soltam, falam um pouco sobre seu relacionamento, dão opinião e é claro, não pode faltar a presença daquela amiga, fiel escudeira, que muitas vezes nem é aluna da academia, mas aproveita e adora fazer o curso. É o momento de descoberta da mulher com sua deusa interior e uma oportunidade para academia conquistar novas alunas.

Elas aprendem a seduzir e reconquistar seu amor, a importância da lingerie certa, (já que o homem é extremamente visual), como ser sensual e provocante, aprendem a deixar o ambiente mais sugestivo com decorações sensuais, aprendem massagens, como usar os óleos, como ser excitante, técnicas de sexo oral e produtos que o deixam ainda mais interessante. No caso do pompoar, elas também reconhecem a importância da técnica com relação à saúde intima da mulhere como ele previne e auxilia o tratamento doenças da região intima feminina, aprendem como usar e para que servem acessórios, como o colar tailandês, bolinhas Bem-Wa e o Vibrador Personal.

Tudo isso dentro de um ambiente amigável e confortável, sem ter que alterar a rotina, o que acaba sendo uma excelente oportunidade de negócios a todas as partes envolvidas nesta relação. A academia agrega mais valor a seus serviços, fideliza alunas e faz uma publicidade lucrativa. Sim lucrativa, já que no caso dos cursos algumas das mulheres não são alunas regulares, mas podem passar a ser, além da participação no valor das inscrições. A loja que visita a academia tem uma excelente oportunidade de expor seus produtos ao público consumidor de uma forma barata e muito rentável. E a  aluna ganha por todos os motivos citados anteriormente.

Desta forma, todos saem satisfeitos e felizes e a mulher acaba conhecendo esse novo universo. Muitas vezes tornando-se clientes fiéis, pois agora elas sabem o que vão encontrar, indicam amigas, contam suas novas experiências. É um publico novo e interessado que está super aberto, cheio de curiosidade, que anseia por conhecer novidades, gostam mais ainda de conhecer os produtos junto com os cursos, para comprar já sabendo como usar, além de ser uma nova forma de trabalhar com a sexualidade.

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Caso da aluna da Uniban pela Professora de Pompoarismo Lu Riva

Ética? Dignidade? Moralidade?

Depois de uma semana muito corrida, cursos, reuniões acabei deixando o Twitter e o blog um pouco parados, mas um assunto me deixou extremamente assustada e tenho tentado acompanhar de perto a repercussão da “Pelada da UNIBAN” na mídia…

Como mulher, não posso deixar de manifestar meu repudio ao que foi feito a essa menina. Assisti aos vídeos postados no YouTube e as cenas são nojentas, como um país que se diz tolerante e liberal como o Brasil permite um ato de barbárie dentro de uma de suas universidades mais populares ?

geisy

Qual o motivo de tamanha revolta dos alunos a ponto de uma colega ser escorraçada do campus aos gritos de P…, Vadia e etc. ? O fato de ela estar usando uma mini saia? O fato de a mesma aluna estar se insinuando ou desfilando na faculdade?

Pode parar… Que hipocrisia é essa. Hoje (08/11/2009) saiu à notícia em todos os portais da internet que a tal “Geisy” foi expulsa e segundo consta da nota publicada como anúncio publicitário em jornais neste domingo por parte da UNIBAN o motivo do desligamento da mesma foi “em razão do flagrante desrespeito aos princípios éticos, à dignidade acadêmica e à moralidade”.

A falha em proteger e impedir o quase linchamento público da estudante foi ético por parte da faculdade? Não consigo acreditar que 700 pessoas instantaneamente começaram a se manifestar e a agir contra a garota, onde estavam os seguranças que quando viram alguns mais exaltados não intervieram para evitar tamanho tumulto? Se a vestimenta (que a meu ver não tinha nada de tão extraordinário) era tão aviltante a dignidade acadêmica por que foi permitida a entrada?

Moral é a aluna agredida além de humilhada ser expulsa enquanto os agressores sofrem apenas a seguinte sanção: “Suspender das atividades acadêmicas, temporariamente, os alunos envolvidos devidamente identificados no incidente ocorrido no dia 22 de outubro” afinal estavam “numa reação coletiva de defesa do ambiente escolar” segundo o mesmo anúncio publicitário.

Então estes agitadores, travestidos de “alunos”, foram nomeados agora como protetores da “moral e dos bons costumes” e por isso estavam em uma “Cruzada Santa”.

O que mais me causa espanto é que houve apoio por boa parte do publico feminino que freqüenta o campus, nenhuma delas se atentou para o precedente que estão abrindo e muito menos que estão jogando pelo ralo, anos de esforços na luta pela defesa dos direitos femininos.

Muitas das mulheres que procuram meus cursos buscam justamente aflorar uma sexualidade latente, vezes para melhorar sua auto-estima, vezes para reacender a chama da paixão em seu relacionamento, nós mulheres somos cobradas pela aparência e postura. Todo homem deseja uma PUTA na cama e uma DAMA na sociedade, inclusive uma das principais dificuldades das alunas é justamente se libertar destas amarras, por isso quero citar a visão de uma Psicóloga sobre o fato ocorrido dia 22/11 em reportagem publicada no site da Revista Época:

[Para a psicóloga Rachel Moreno, do Observatório da Mulher, a reação dos estudantes e da universidade refletem posições contraditórias e "hipócritas” da sociedade em relação à mulher. “Por um lado, a nossa cultura diz que a mulher tem que valorizar o corpo, afinal de contas, tem que ser bonita tem ser gostosa e tem que se mostrar. Por outro lado, a mulher é punida quando assume tudo isso com tranqüilidade. ”Isso quer dizer que, para a sociedade, em termos de sexualidade, a mulher deve ser objeto de desejo e não de manifestar o seu desejo, sua sensualidade, concluiu Rachel”.]

A questão principal a meu ver não é a reputação da “Geisy”, se ela estava ou não trajada adequadamente ou até mesmo se ela estava se “exibindo” e sim a intolerância e violência que foram demonstrados. O mesmo tipo de vestido nas celebridades dos programas televisivos é alvo de exaltação por parte do público, na TV pode, no carnaval, nas baladas, nos barzinhos e nas ruas pode, porque em uma instituição de ensino não pode?

Cria-se o estereótipo, mas se a mulher o segue deve ser punida.

Na posição de: Mulher, Publicitária formada, Ex-Militante da UNE, Ex-Presidente do C.A. de Comunicação – Vladimir Herzog – UBC - Universidade BRAZ CUBAS – Mogi das Cruzes de 1998 á 1999, Esposa, Sex-Trainer e Pompoarista para concluir esta postagem deixo as palavras que iniciam o comunicado emitido nesta tarde por parte Diretoria de Mulheres da UNE – União Nacional dos Estudantes:

“Episódio de violência sexista acaba em mais uma demonstração de machismo”

Link para nota publicada como anúncio publicitário em jornais neste domingo (08/11/09) por parte da UNIBAN: http://migre.me/b2XB

Link para o comunicado divulgado na tarde deste domingo (08/11/09) pela  União Nacional dos Estudantes (UNE): http://migre.me/b2Yz

Ministra vai pedir explicações sobre expulsão de aluna hostilizada – reportagem publicada no site da Revista Época, Link: http://migre.me/b33j

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Professoras de Pompoarismo.

Hoje vou falar de um assunto delicado: Professoras de Pompoarismo.

É cada vez maior o número de alunas que me procuram por trabalharem em lojas ou que simplesmente gostariam de dar aulas. Não acho ruim, nem tão pouco tenho sentimento de revanchismo. O mercado é grande e tem espaço para todo mundo. Afinal do público que procura uma Sexshop hoje em dia, 70% são mulheres. Procuro deixar bem claro que meu curso não é profissionalizante, aliás, não conheço nenhum no mercado que de fato o seja…

Então como eu comecei a dar aulas? Bom, isso se confunde a minha historia de vida: há pouco mais de cinco anos eu tinha crises de infecção urinaria constantes. Por mais que eu tomasse remédio não conseguia me ver livre, consultei diversos médicos urologistas e ginecologistas, fiz vários exames: urocultura, ultra-som dos rins e região pélvica, exame urodinâmico. Além de não resolver o problema, a dosagem da medicação que eu tomava só aumentava.  Isso já estava atrapalhando não só minha saúde como também minha vida sexual, pois eu vivia “interditada”. Comecei a pesquisar sobre doenças do trato urinário e assim conheci o Pompoar, me informei mais sobre o assunto e descobri que a técnica podia ajudar a questão sexual e saúde íntima da mulher. Conversei com minha ginecologista na época e ela me ensinou alguns exercícios básicos de Kegel.

Passei a praticar e percebi que alguns dos movimentos eram muito similares aos movimentos da dança do ventre que eu já pratico a mais de 12 anos. Comecei a desenvolver uma técnica própria, pesquisar a literatura médica sobre o assunto e consegui resolver dois problemas simultaneamente: resgatar meu casamento e acabar de uma vez por todas com as repetidas crises de infecção urinária.

Poís é… Se o assunto é “Professoras” porque estou falando tanto de mim? Simples quero chegar ao ponto onde explico para cada aluna que tem interesse em dar aulas que é necessário ter vivência daquilo que você esta ensinando…

Pompoar é sério, muito sério. Digo para todas as alunas ao final do meu curso que o pompoarismo elas aprenderam. Mas se tornar Pompoaristas só depende delas. É preciso disciplina, prática e experiência.

Atualmente tenho visto no mercado cursos, onde profissionais ou empresários reúnem turmas de 90, 100 até 200 mulheres em uma sala de convenção de hotel, ou então cursos em lojas a preços extremamente convidativos e me perguntei: Como eles conseguem? Como meu curso pode custar quase o dobro do preço com turmas muito menores?  Será que estou fazendo algo de errado?

Resolvi participar de alguns desses “cursos” e o que descobri foi o seguinte: “Palestras Motivacionais” disfarçadas de “Curso de Pompoarismo”. A palestrante passa horas falando a todas ali presentes de como elas podem ser “poderosas”, “sedutoras” e tudo mais que o pompoar pode trazer, como se fosse um passe de mágica. Falam tudo e mais um pouco, demonstram produtos, bolinhas, colares, vibradores, livros…  Verdadeiras representantes de venda.  Tudo muito divertido, a mulher se sente “uma CLIENTE muito especial” o problema é que quando elas saem do local e passada a euforia, percebem que não atingiram o objetivo que realmente foram buscar: APRENDER O POMPOARISMO.

Para dar um exemplo do que você pode encontrar, cito aqui uma das “técnicas” que vi: Cheguei ao cúmulo de ver “professoras” dizendo que, como treinamento, a mulher deve cortar o fluxo da urina repetidas vezes. Prática que, além de errada é arriscada, pois pode condicionar a bexiga a reter urina no seu interior e tornar a mulher mais propicia a infecções. Toda infecção se não for corretamente diagnosticada e corretamente tratada pode ser muito perigosa, creio que todos se lembram do caso da modelo que morreu de infecção generalizada causada justamente por uma infecção urinária.

Pior que a desinformação é a informação incorreta. Esse tipo de profissional é duplamente prejudicial, pois denigre a própria técnica do pompoar (que acaba sendo tida como mito ou ‘conto do vigário’) e a imagem de pessoas sérias que buscam realmente transmitir conhecimento.

Cada aluna é única: umas tem mais dificuldade, outras mais facilidade, algumas tiveram uma criação mais conservadora, outras já são mais liberais, é humanamente impossível que alguém consiga dar um curso prático, lidando com estes fatores e se certificar que o máximo de conteúdo foi absorvido com um número tão grande de alunas.

Tenham muito cuidado na hora de escolher como, quando e onde for fazer um curso, procure saber do passado e do currículo. Muitas pessoas usam como currículo o número de mulheres presentes em seu último curso. O raciocínio é apenas um: você conseguiria absorver conhecimento em uma aula de dança, faculdade, academia e etc. com mais 200 alunas ?

Valorize a boa profissional, pois uma formação adequada demanda tempo, dedicação e investimento, não acredite em milagres.

Questione, tire suas duvidas! Não aceite “Em casa com calma você consegue” como resposta Afinal você está ali para aprender e se o preço for muito baixo, desconfie…

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