Erotização e Fotografia
Erotização é uma forma de estimular o impulso sexual. A erotização está diretamente ligada com a idéia de fantasia sexual. “As fantasias sexuais são inevitáveis e saudáveis, tendo grande importância na vida sexual, pois alimentam uma parte do desejo e das motivações sexuais, tendo sua gênese no impulso sexual”[1]
A Erotização é um dos temas mais veiculados em nossa cultura atual. Ela é aplicada em nossos meios de comunicação de forma a conquistar o espectador, pelo seu impulso sexual e pelo desejo de posse do bem mostrado.
O fotógrafo Bern Stern, em seu ensaio fotográfico com Marilyn Monroe, um dos maiores símbolos sexuais do século XX, mostra seu impulso e desejo sobre a modelo no próprio momento do ensaio fotográfico. Ele comenta que “Ela se revela muito mais cúmplice do que eu poderia supor. No fim de uma hora mais ou menos, quase vejo aonde posso chegar. As mais diversas idéias surgem em meu espírito, e ela as pega no ar, as interpreta plenamente. Não preciso dizer o que ela deve fazer. Praticamente não trocamos uma palavra sequer. As coisas se passam naturalmente. Fotografei muitas mulheres, e Marilyn é a melhor de todas. Percebe tudo o que se tem em mente.”[2]
As mulheres modernas, sendo uma Marilyn ou não, possuem uma força de erotização muito maior, força essa já bastante explorada em muitos trabalhos sensuais e eróticos, sendo de qualidade ou não.
“Eu não sei se a modelo perfeita existe. É fundamental que ela saiba como jogar e seduzir com sua feminilidade e sensualidade, utilizando seus olhos, boca, mãos e então, em conjunto, todo seu corpo. O que realmente me faz fotografar uma mulher é o fato de que ela deseja atingir o resultado desejado junto comigo.”
[1] DI GIROLAMO, F.P. Erotismo e Pornografia, Texto elaborado para curso de sexualidade do Instituto ISEXP. São Paulo, 1998, Pág. 1
[2] STERN, B. Marilyn Monroe, O Mito – A última seção de fotos, Catálogo da Exposição de mesmo nome, Editora Sextante, Rio de Janeiro, 2007. Pág 64
[3]Depoimento de Nicola Ranaldi em HANSON, D & KROLL, E. The New Erotic Protography, Taschen, New York, 2007. Pág. 463
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