Indústria pornô vê grande potencial em serviço para o iPhone 4

Recurso de videoconferência do iPhone 4 exibirá atrizes pornô a US$ 6 o minuto

Da Redação*

  • Atriz Teagan Presley testa FaceTime no iPhone 4; indústria pornô vê grande potencial no recurso

Em menos de três meses de lançamento, a indústria pornográfica já nota um grande potencial de faturamento com o iPhone 4. A ideia das empresas do ramo é produzir conteúdo adulto, como videochats, e transmiti-lo pelo recurso FaceTime, que permite realizar videoconferência pelo próprio telefone. A empresa Pink Visual, por exemplo, tem planos de vender sessões de atrizes pornô por até US$ 6 o minuto.

  • AP/Paul SakumaSteve Jobs, CEO da Apple, testa recurso FaceTime durante evento de lançamento do iPhone 4

A indústria pornô quer disponibilizar serviços de vídeo com suas estrelas aos consumidores. E, justamente, com o celular que, diferente de um computador, é um item bem pessoal. “Um telefone é algo muito íntimo, geralmente, você não empresta ele para alguém ou deixa outra pessoa usando seu aparelho”, disse Quentin Boyer, da Pink Visual, uma empresa que faz filmes de conteúdo adulto.

Boyer disse que a companhia já está planejando a venda de serviços para iPhone. A empresa vai oferecer sessões com atrizes pornô no FaceTime por US$ 5 ou US$ 6 por minuto. O FaceTime só funciona entre iPhones e o local, necessariamente, deve ter uma conexão à internet sem fio.

A audiência por serviços de webcam é crescente. Um dos exemplos foi o crescimento do site Chatroulette, que permite que pessoas se conectem aleatoriamente a outros usuários da internet. Dan Hogue, dono do serviço chat CamWorld, corrobora a tese. “Nós reparamos que cada vez mais nossos consumidores querem ver outras pessoas e também querem ser vistas na internet”, disse ele, que também planeja serviços para o FaceTime.

E agora Apple?
O crescimento desse tipo de demanda coloca a Apple em uma posição delicada, pois, em tese, ela não vai poder barrar vídeos pelo serviço FaceTime com o conteúdo adulto – aliás, trata-se de um serviço de videoconferência, onde o usuário pode fazer o que quiser. A empresa tem uma política de rejeitar aplicativos com conteúdo sexual ou ofensivo.

Grupos de advogados estão preocupados com o recurso FaceTime, pois com ele, facilmente, crianças ou até mesmo usuários mal intencionados poderão visualizar conteúdo pornográfico, sem nenhuma distinção.

Para a indústria de entretenimento adulto, o FaceTime pode ser mais que um meio. O recurso pode mudar de forma significativa a forma de trabalho de algumas pessoas, pois poderá beneficiar até trabalhadores independentes que, atualmente, produzem videochats online.

* Com informações da AP

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