O mercado erótico brasileiro em debate

Hoje irei iniciar uma serie de artigos sobre a situação do mercado erótico brasileiro. É importante pautar situações e normativas que mais cedo ou mais tarde serão observadas pelo mercado e pela sociedade brasileira.

Não é possível mais negar a existência deste mercado e que a regulamentação é um caminho natural para a organização deste setor da economia, independente da interferência ou não do setor público.

O Brasil nega a existência de vibradores e produtos que possuem a função de proporcionar o equilíbrio psicológico e também de beneficiar o individuo através da melhoria de sua saúde sexual.

Estes últimos 10 anos foram férteis principalmente no campo sócio-cultural para a libertação da sexualidade feminina e o mercado erótico acompanhou e participou ativamente das mudanças da sociedade brasileira, com relação a mitos e tabus da sexualidade humana.

Países tão religiosos ou mais que o Brasil, cito a Espanha, possuem regras e leis para o comércio de produtos eróticos e abertura de lojas sensuais, sites e mesmo para o comércio doméstico. Precisamos reavaliar e modificar paradigmas no sentido de abolir a corrupção que ronda o mercado erótico brasileiro e isto só é possível através de regras e leis claras com relação a produtos como vibradores, cosméticos e outros itens que o Brasil insiste em negar a existência, principalmente por hipocrisia.

Personalidades, intelectuais verdadeiros, conhecedores da ciência e estudiosos do ser humano reconhecem que o setor existe e que os produtos tem seu beneficio para a sexualidade humana.

Temos acompanhado a comercialização em templos religiosos e também em universidades, no entanto, este tipo de comercialização deve ser baseado em condicionais que acima de tudo preservem a infância e a juventude de um contato prematuro com este tipo de serviços e produtos, e isto só é possível através da criação de normas comerciais e também da intervenção de uma associação de classe fortalecida, além é claro de leis de controle comercial.

Enfim, o primeiro passo já foi dado, quando nós do mercado erótico expomos a real situação que vivenciamos no dia a dia e participamos de projetos tão importantes como o [1]Fórum da Cultura Digital Brasileira, um projeto do Ministério da Cultura e Rede Nacional de Ensino e Pesquisa, com o intuito de debater o comercio digital de produtos e serviços ligados à sexualidade humana.

O canal entre o mercado, a sociedade e as diversas bases governamentais está aberto, basta apenas iniciarmos a interação e troca de idéias sobre o tema de forma transparente e acima de tudo livre de amarras e preconceitos, que em nada acrescentam em beneficio da pessoa humana.

Excessos e vicios sexuais devem ser combatidos por todos na sociedade brasileira e a educação para a saude fisica e mental deve nortear nossos principios sociais em prol de preservar sempre a vida dos individuos.


[1] Espaço público e aberto voltado para a formulação e a construção democrática de uma política pública de cultura digital, integrando cidadãos e instituições governamentais, estatais, da sociedade civil e do mercado.

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