Sex Shops. O que tu queres sabem elas…
Especial – Portugal – Nelson Jerónimo Rodrigues
As sex shops são a Disneylandia dos adultos. Vinte anos depois da abertura primeira loja lúdica em Portugal não faltam espaços para todos os gostos, carteiras e fetiches. Comprar um brinquedo íntimo nunca foi tão fácil…
Longe vão os tempos em que as senhoras desviavam o olhar da montra e os homens enchiam o peito antes de entrarem no Espaço Lúdico, a primeira sex shop a abrir em Portugal. Inaugurada em 1990 por uma empresa espanhola, a polémica loja do Conde Redondo, em Lisboa, agitou as mentalidades da época, mas também desbravou caminho para as muitas outras que entretanto foram surgindo no país.
Uma delas foi a Megasex, aberta há cerca de 15 anos em plena Calçada da Glória, também na capital. Na altura, lembra o encarregado Jorge Viana, “a vergonha era mais que muita e havia quem preferisse dar uma volta enorme à colina e esperar depois que o elevador partisse para não ser visto por ninguém a entrar”.
Hoje, só na Grande Lisboa há dezenas de lojas especializadas em brinquedos sexuais. As mais conhecidas são as cinco pertencentes ao “império” Contra Natura (dirigido ironicamente por um ex-seminarista) e as duas da Megasex, mas também há outras “clássicas”, como o Animatógrafo do Rossio ou a Audácia.
Nos últimos anos começaram a surgir alguns espaços mais softs, destinadas a um público (cada vez mais vasto) que procura algo menos explicito, mas atrevido quanto baste. É o caso da Eroteca, no Parque das Nações, onde se pode aprender a fazer uma massagem sensual, ou da GineEspaço, em Campo de Ourique, exclusivamente para mulheres.
No Porto, além da Erosfarma, há ainda a Casa d`Eros, a De Corpo & Alma ou a Maison Rouge, por exemplo, enquanto em Coimbra ganhou fama o Paraíso Azul e em Braga a D`Lux Relax.
Já no interior do país é mais difícil manter uma loja destas aberta, mas em Porto Alto (Samora Correia) o espaço Afrodite 100% continua a afrontar os bons costumes locais…
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades
Desengane-se quem pensar que as sex shop são só para homens de barba rija. Nos últimos anos tem-se assistido a uma procura cada vez maior por parte das mulheres e até já há lojas, como a Megasex da Calçada do Carmo, onde a maioria da clientela é do sexo feminino. “Talvez porque conseguiu-se desmistificou a imagem negativa criada inicialmente pela sociedade. Hoje até as senhoras sabem que aqui não há nada de pecaminoso”, diz Jorge Viana.
Já os gostos e preferências continuam a ser bem diferentes. Enquanto eles compram filmes pornográficos, estimulantes e vibradores, elas procuram sobretudo “massagadores corporais” e peças de lingerie.
O rol de produtos à disposição é, no entanto, bem mais variado, havendo brinquedos e outros adereços para todos os gostos. Bolas chinesas, bombas de vácuo, chicotes de couro, algemas cor-de-rosa ou botas em latex são apenas alguns dos habitués, mas há outros ainda mais imaginativos, como cuequinhas comestíveis ou preservativos em forma de Pai Natal.
Se Maomé não vai à montanha….
Quanto a timidez é maior que a curiosidade também já há várias alternativas. A mais discreta é sem dúvida a internet, por onde proliferam um sem-número de lojas virtuais, algumas delas já vocacionadas para grupos específicos, como os gays ou os adeptos do sado-masoquismo.
A mais divertida para as mulheres é, no entanto, a moda das “tuppersex”, uma espécie de reinvenção das antigas reuniões da Tupperware, mas agora com objectos sexuais a fazer a vez das caixinhas de plástico.
O conceito chegou a Portugal em 2007 pala mão da Maleta Vermelha, que já organiza encontros em todo o país. A fórmula é simples: a anfitriã fica encarregada de “expulsar” de casa o namorado ou o marido, enquanto as vendedoras vêm apetrechadas de 1001 brinquedos e outras tantas dicas e explicações. No final são poucas as participantes que saem de mãos a abanar…
Fonte: Lifeecooler
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