Sim, nós temos! Fascinatrix é a versão brasileira de Dita Von Teese, popular artista burlesca americana
Inspirada por Dita Von Tesse e Michelle L’Amour, pioneiras do ressurgimento da estética pin-up e do termo “burlesco” associado à arte do strip-tease, a dançarina paulista Karina Raquel, criou a personagem Fascinatrix. Com a sensualidade à flor da pele unida à admiração por atrizes como Rita Hayworth, Bettie Page e Marilyn Monroe, ela conseguiu reviver os áureos tempos do glamour dos anos 40 e 50 e resgatou a sensualidade, muitas vezes perdida, da mulher dos tempos modernos. As performances de Fascinatrix encantam pelos movimentos sensuais aliados à boa música, que vai desde Shirley Bassey até Janis Joplin e, claro, várias músicas francesas. Ela faz shows no Drops Bar, em São Paulo, e suas apresentações têm um clima erótico e lúdico com uma boa dose de humor tipicamente brasileiro.
Confira abaixo a entrevista exclusiva que Pimenta Chic fez para a mulher que é o próprio fetiche!

Podemos dizer que você é uma cover da Dita Von Teese no Brasil?
Não, mas temos um objetivo em comum. Assim como ela, busco divulgar o burlesco como uma forma de arte esquecida que há uns 5 anos, vem ressurgindo com Michelle L’Amour, a própria Dita, entre outras.
Há quanto tempo se apresenta em São Paulo?
Desde 2006 com a abertura da Loveland, casa noturna em São Paulo, que tem uma proposta de Cabaret. Sou formada em dança e hotelaria com especialização em entretenimento e sempre fui apaixonada pela estética dos anos 30 a 50, onde as pin-ups e dançarinas burlescas faziam grande sucesso. Juntando tudo, criei a personagem Fascinatrix e venho a cada dia assistir meu trabalho progredir. A maioria das minhas apresentações é em São Paulo, pois além de morar aqui, é também um lugar onde a cena é maior. Porém, já me apresentei também no Rio de Janeiro, Curitiba e Florianópolis.
Quais filmes e atrizes são referências para o seu trabalho?
Todos os musicais de Hollywood dos anos 40 e 50, época de ouro de atrizes como Rita Hayworth, Ava Gardner, Hedy Lamarr e Betty Grable, entre outras. Há também as inesquecíveis Bettie Page e Marilyn Monroe, que são grandes referências pelas suas atitudes.
Sabemos que isso mexe com o imaginário masculino. E as mulheres? Como recebem?
Isso é bem legal, a maioria do público que me procura pelas performances são mulheres. Querem saber do meu figurino, das minhas tattoos, make up, de tudo, coisas de mulher… Os homens quando percebem que não é o tradicional strip de boate, acabam intimidados e se aproximam somente para comentar se gostaram. Nunca tive problemas ou sofri algum abuso por parte do público.
Boa parte do sucesso da Dita, é porque ela resgata a sensualidade feminina perdida? O que acha?
É exatamente isso que fazemos. Tentamos resgatar essa sensualidade que a praticidade do nosso tempo deixou de lado. Para mim, mulher é para ser admirada.
O que te atrai no universo das pin-ups?
O que mais me atrai é o cuidado em ser feminina. Cabelo arrumado, make up caprichada e figurino glamuroso. E não importa se é mais gordinha ou mais magra, se tem tattoos, piercings…O importante é ser feminina. Mulher glamurosa e sensual! Ser Fascinatrix!!!! (risos)
Qual sua dica prática para nós, pimentas chics, apimentarmos a relação com nossos amantes?
Bem, se cuidar um pouco, para o homem nunca é demais. Eles gostam de admirar uma
mulher bonita, então, que seja você mesma.
Qual a trilha sonora para um bom strip tease?
No caso do burlesco, sempre algo dos anos 30/50 ou com referência a essa época. Eu uso desde Shirley Bassey até a Janis Joplin e, claro, músicas francesas.

Para saber mais sobre a Fascinatrix:
www.fascinatrix.com.br
http://blogfascinatrix.wordpress.com
www.twitter/fascinatrix
Fonte: PImenta CHic
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